sábado, 2 de dezembro de 2017

CORTESIA

Por Dom Fulton Sheen

O que aconteceu com a polidez? Como são poucas as crianças treinadas para, por exemplo, apertarem a mão de uma pessoa a quem são apresentadas?! As mães dizem: “Jimmy, estenda a mão!”. O namoro é muito mais cortês do que o matrimônio. Como disse um marido a sua esposa, que havida pedido a ele para lhe passar o jornal da noite: “A caça acabou. Ganhei o jogo”. Quando se está em uma autoestrada, o automóvel é quase um escudo contra os costumes. Fechada numa cela de metal e dirigindo em alta velocidade, a pessoa permanece sempre anônima para o outro, ou para quem buzina com raiva ou lança um olhar de reprovação.


a cortesia de um homem deve ser perene.

Quais são as causas dessa falta de delicadeza e de refinamento com os outros na sociedade moderna? Provavelmente, uma das razões é que vivemos em uma era tecnológica na qual somos separados uns dos outros por funções. As pessoas se tornam como canetas-tinteiro com as quais as empresas escrevem; não faz muita diferença se a tinta é preta, vermelha, verde ou amarela. O senso de singularidade da pessoa, seu caráter insubstituível, o fato de portar valores eternos – tudo isso se perdeu. Se “A” não aperta o botão, sempre haverá um “B” que talvez seja um apertador de botões muito mais competente.

É inútil analisar causas. É muito mais importante mostrar como restaurar a cortesia na sociedade. Quando falamos em cortesia, não queremos dizer a mesma coisa que Emerson quando escreveu: “A [boa] conduta tem sido definida, um tanto cinicamente, como um instrumento dos homens sábios para manter os idiotas afastados”. Mas evidentemente Emerson não compartilhava esse ponto de vista, pois ele afirmou: “A vida é curta, mas sempre há tempo para a cortesia”.


É preciso se habituar na gentileza desde os pequenos gestos.
Deve-se também desconsiderar uma cortesia fingida ou hipócrita, sobre a qual Shakespeare disse: “Como sabe soprar essa tirania nas feridas que ela mesma produz!”

O maior tratado sobre a cortesia já escrito foi uma carta ao povo de Corinto na qual, entre outras coisas, o homem de Tarso escreveu: “Não busca os próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá”.

Essa ideia foi desenvolvida por Newman em sua obra Idea of a university Defined. Às qualidades da cortesia mencionadas acima, Newman acrescentou que “um cavalheiro ou um homem cortês é um homem que nunca se irrita”.


A vida é curta mas sempre há espaço para a cortesia.
A cortesia manifesta-se nas coisas triviais da vida, não em uma grande doação ou em um grande espetáculo. Assim como uma mulher preferiria receber mil pequenas cortesias e sinais de afeição do seu marido em lugar de uma agressividade carnal, do mesmo modo a polidez se encontra nas coisas triviais e no lugar comum. Considere, por exemplo, a amabilidade de Boaz, que disse aos seus ceifeiros para deixarem propositalmente alguns maços de grão para que Rute os encontrasse. Uma consideração desse tipo não se aprende em um livro de etiqueta, porque a verdadeira cortesia vai além das normas de boas maneiras estabelecidas. O verdadeiro cavalheiro faz mais do que o livro pede.

Outra regra da cortesia é a seguinte: “Que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos”. Isso é difícil. Mas vem da lei cristã o fato de que podemos enxergar as ações das pessoas, mas não podemos conhecer seus motivos. Sempre pensamos o melhor de nós mesmos, mas só pensamos o pior das outras pessoas, particularmente hoje, época em que a tendência é sermos rebeldes sem causa e destruir em vez de construir. Sempre há lugar para estimar os outros, mas só conseguimos suspeitar o pior dos nossos companheiros. Por isso podemos acreditar que eles são realmente melhores do que nós. Isso é o fundamento da afirmação atribuída a tantos: “Eu também poderia estar naquela terrível situação”.

O verdadeiro cavalheiro faz mais do que o livro pede.

Excerto do Livro “Filhos e Pais – Sabedores e orientação para os pais”, de Dom Fulton Sheen, editora Katechesis, dezembro/2015, páginas 57 a 59.  


MARIA SEMPRE!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

CAMPANHA: ROSÁRIO EM DESAGRAVO PELOS 500 ANOS DA HERESIA PROTESTANTE



Por editores do blog.

No próximo dia 31/10 (terça-feira) relembraremos um fato triste na história do cristianismo: 500 anos da heresia protestante e, ligada a ela, a figura do apóstata Martinho Lutero.

Os estragos perpetrados nesses cinco séculos são incalculáveis. Quantas almas educadas no erro? Quantas não foram privadas dos sacramentos? Quantas perseguições e obstinações contra a Igreja de Cristo? Quantos filhos pródigos que largaram um grande banquete, ficaram com migalhas e lama dos porcos, mas ainda não voltaram? Quantas seitas surgiram? Quantas ofensas à Mãe de Deus e aos Santos? Quantas heresias difundidas usando o nome de Cristo? Quantas distorções das Sagradas Escrituras?  Em suma, um imenso erro.

Dadas as circunstancias, nutridos de todo respeito devido aos legítimos sucessores apostólicos, nos julgamos no dever de aqui exortar alguns de nossos bispos nestes tempos de falso ecumenismo irenista : NÃO CELEBREM A DESGRAÇA!

A SSVM, em sintonia com outros Centros católicos no Brasil, convida a todos os fiéis católicos do seu círculo de apostolado a rezarem o Santo Rosário por duas intenções neste dia 31/10:

I - Em desagravo por 500 anos da pseudo Reforma Protestante;

II - Para que o maior número possível de nossos irmãos protestantes abandonem o erro e se convertam, pois a verdadeira Igreja de Cristo os espera de braços abertos.

Em Montes Claros - MG, membros e amigos de nossa instituição recitarão o Rosário na Sala Mãe do Bom Conselho nessas intenções. E você, prezado leitor, de onde estiver poderá rezar também em comunhão conosco.

MARIA SEMPRE!


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O MINISTÉRIO DOS ANJOS DA GUARDA

Ministério exercido pelos Santos Anjos da Guarda
"Se pudéssemos não apenas crer, mas viver a realidade da permanente assistência de nosso Anjo da Guarda, como nossa posição diante da vida e dos acontecimentos iria mudar! Não haveria temores, insegurança, fobias e depressões psicológicas.

Consideremos os principais efeitos dessa atuação admirável do Anjo da Guarda em nossa vida, resumindo as condições da questão CXIII da Suma Teológica.

1. – Os homens são custodiados pelo Anjos. Isto porque, como o conhecimento e as aflições dos homens podem variar muito, vindo a desencaminhá-los do bem, foi necessário que Deus destinasse Anjos para aguarda dos homens, de modo que , por eles, fossem os homens orientados, aconselhados e movidos para o bem.

Pelo afeto ao pecado, os homens se afastam do instinto do bem natural e do cumprimento dos preceitos da lei positiva e podem também desobedecer às inspirações que os Anjos bons lhes dão invisivelmente, iluminando-os para que pratiquem o bem. Por isso, se um homem vem a perder-se, isso se deve atribuir à malícia do homem e não à negligência ou incapacidade do Anjo da Guarda.

2. – A cada homem custodiado, corresponde um Anjo Custódio distinto. Cada Anjo tem sob sua responsabilidade uma alma que lhe compete procurar salvar.

3. – O Anjo da Guarda livra constantemente seu protegido de inumeráveis males e perigos tanto da alma quanto do corpo, dos quais o homem não se dá conta. Vimos como Jacob se dirigiu a José (Gen 48,10).

4. – O Anjo da guarda impede que o demônio nos faça o mal que desejaria fazer-nos. Lembremo-nos da História de Tobias.

5. – O Anjo da Guarda suscita continuamente em nossas almas pensamentos santos e conselhos saudáveis (conforme se lê em Gen 16,18; At. 5, 8,10).

6. – O Anjo da Guarda leva a Deus nossas orações e pedidos, não porque Deus, omnisciente, necessite disso para conhecê-los, mas para que as ouça benignamente. Implora por iniciativa própria os auxílios divinos de que iremos necessitar, sem que disso nos demos conta e sem que, muitas vezes venhamos a saber que recebemos esses auxílios (Ver Tobias. 3 e 12; Atos c. 10).

7. – O Anjo da Guarda ilumina nosso entendimento, proporcionando-nos as verdades, de um modo mais fácil e compreensível, mediante o influxo que pode exercer em nossos sentidos interiores.

8. – O Anjo da Guarda nos assistirá particularmente na hora da morte quando mais dele iremos necessitar.

9. – Os Anjos da Guarda, segundo opinião piedosa de grandes teólogos, acompanham as almas de seus protegidos ao Purgatório e ao Céu depois da morte, como acompanhavam as almas dos antigos patriarcas ao 'seio de Abraão', expressão que simboliza a união com o Pai. De fato, a Igreja apoiando e confirmando essa crença, na cerimônia da encomendação da alma a Deus, ao descer o corpo à sepultura, como última oração, reza: _ 'Ide a seu encontro Anjos do Senhor; recebei sua alma conduzi-a à presença do Altíssimo...; que os Anjos te conduzam ao seio de Abraão'.

10. – O Anjo da Guarda, ainda segundo a opinião de muitos teólogos, atendem às orações dirigida pelos fiéis à alma de seu custodiado quando esta se encontra no Purgatório, 'em estado não de socorrer, mas de ser socorrida (2-2 Q. 83 a. 11. Ad 3). Por isso, as súplicas dirigidas às almas do Purgatório são das mais eficazes pois são impetradas pelo Anjo da Guarda da alma a quem se recorre'.

11. – O Anjo da Guarda acompanhará eternamente no céu a seu custodiado que alcançou a salvação, 'não mais para protegê-lo, mas para reinar com ele' (1. Q.113 a.4) e 'para exercer sobre ele algum ministério de iluminação' (1 Q. 108, a7. ad 3).

12. – O Anjo da Guarda não pode livrar-nos das penas e cruzes desta vida, quando Deus em sua infinita Bondade no-las tiver mandado ou permitido, para nossa provação, santificação e purificação. Mas nos ajudará a suportar pacientemente, resignadamente e até mesmo alegremente as provações, encaradas como nossa modesta participação de solidariedade no Mistério da Redenção da humanidade, o qual se realizou plenamente no Sacrifício do Calvário, com a morte de Jesus.

13. – O Anjo da Guarda nos protege contra a malícia humana, a injustiça, a hipocrisia, a falsidade, a mentira, a injustiça e os ciúmes daqueles que nos querem prejudicar. Sua veneração e invocação sempre nos hão de valer.

(...) Além do Anjo da Guarda que Deus destinou a cada um de nós, vários dentre os Padres da Igreja e grandes santos, baseados em trechos das Sagradas Escrituras, admitem que haja também, Anjos da Guarda para cada templo, cada comunidade, cada povo, cada nação. Esse Anjo a protege, inspira seus dirigentes e estimula seu aperfeiçoamento. Lembremo-nos a propósito, da aparição aos três pastorzinhos de Fátima do personagem que se identificou como o 'Anjo da Paz' e depois explicitou – 'Eu sou o Anjo da Guarda, o Anjo de Portugal'.

São Francisco Xavier, o apóstolo jesuíta do Japão, não teve dúvidas em recomendar seu apostolado aos Anjos da Guarda do Japão:

- 'Nada espero de mim mesmo, pois coloquei toda minha confiança em Jesus Cristo, na Santíssima Virgem e nos nove coros de Anjos, dentre os quais escolhi como protetor o Príncipe e Paladino da Igreja Militante, São Miguel. E eu tenho toda a esperança neste Arcanjo a quem foi confiada a proteção especial do grande reino do Japão. Eu me dirijo diariamente a ele e a todos os Anjos da Guarda do Japão.'

Escreveu G. Huber em seu livro 'Mon Ange marchera devante toi'

- 'Nada lucraria o mundo moderno agindo como se a energia nuclear fosse um mito ou fosse uma ideia fixa de alguns fanáticos; pelo contrário, teria muito a perder. Assim também, muito tem a perder o cristão quando procede como se não fosse assistido em todos os seus caminhos por seres invisíveis amigos, mandados por Deus'

Escreve Afonso de Santa Cruz no livro 'Alguém está do meu lado', referindo-se ao pacto de amizade que convém façamos com nosso Anjo da Guarda:

- 'Após a promessa a teu Anjo, encontrarás a mesma casa e família, os mesmos amigos e colegas, as mesmas dificuldades e lutas, as mesmas alegrias e tristezas; enfim, nada mudará. Nada mesmo?... tu.'

Prossegue o mesmo autor:

- 'As coisas não mudam, mas nós é que passamos a dar-lhes outro sentido. Muda o nosso olhar. O Anjo mudará tudo em ti pelo simples fato de estar do teu lado. Não estarás mais só... já é uma mudança total em tua personalidade. Ele será testemunha sempre e de tudo. Tudo é realizado à luz do Anjo, na sua presença. Com o tempo, surgirão surpresas de belos pensamentos, contatos de luzes interiores e uma alegria do outro mundo. Até as relações humanas se projetarão na luz dos Anjos, daqueles, com os quais te comunicares.'

No dia 3 de outubro de 1958, o Papa Pio XII, poucos dias antes de seu falecimento, pronunciou uma alocução, da qual vale a pena ler o trecho abaixo:

- 'Ontem festejamos o dia dos Santos Anjos. Não disse Cristo, referindo-se ás crianças, sempre tão caras ao seu coração amoroso – ‘Seus Anjos contemplam sem cessar a face de meu Pai que está no Céu’?

E quando crescidas e adultas seus Anjos haveriam de abandoná-las? Sem dúvida que não! Ninguém é tão pequeno e tão insignificante que não tivesse Anjos para a sua proteção. Eles vos vigiam e guardam para que não vos afasteis de Cristo vosso Senhor (...). Nós queremos avivar vossos sentimentos de vivência fraterna e amiga para com os Anjos. Eles são sempre perseverantes em seu zelo por vossa salvação e santificação. Durante toda a eternidade – que Deus vo-la conceda – estareis unidos com eles em santa alegria. Começai já agora a conhecê-los!'

Este foi o conselho do Papa.

Qual será nossa resposta?..."

Fonte: MACINTYRE, Archibald Joseph. Os anjos, uma realidade admirável. 1986. Pg. 323-326.

MARIA SEMPRE!

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A VOZ DO CRUCIFICADO


Por editores do blog

No povoado de Furelos, na Igreja Paroquial de San Juan de Furelos (Espanha) se venera um crucifixo que tem o braço direito desprendido da cruz e abaixado.
Aos pés desta imagem de Jesus um dia um pecador confessou as suas culpas, mas o confessor hesitava em absolvê-lo.
Ele o perdoou mas disse:
— Procura de não recair mais.
O penitente prometeu, mas era fraco e recaiu. Tornou então ao sacerdote que o acolheu com muita severidade:
— Desta vez não te absolvo!
O penitente replicou:
— Quando eu prometi fui sincero, mas também sou fraco. Padre me dê o perdão do senhor.
Também desta vez o confessor o perdoou mas disse:
— É a última vez!
Algum tempo depois o penitente voltou, mas, o sacerdote disse asperamente:
— Você recai sempre e o seu propósito não é sincero.
O penitente respondeu:
— É verdade padre eu recaio sempre mas é porque sou fraco, sou um doente. Mas o meu arrependimento é sincero.
E o padre responde:
— Não, não tem perdão para você!
Do crucifixo se sentiu um pranto. O Cristo desprendeu a mão direita da cruz e levantando-a traçou sobre a cabeça daquele pecador o sinal da absolvição.
Contemporaneamente uma voz da cruz disse ao sacerdote:
— Tu, não derramastes o teu sangue por ele!

MARIA SEMPRE!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

ESCOLA TOMISTA: PROFESSOR CARLOS NOUGUÉ DIVULGA LISTA DE OBRAS. INÍCIO DAS AULAS EM 17/08/2017

Por Edição do Blog

A Sociedade da Santíssima Virgem Maria - SSVM vem a público informar que o Professor Carlos Nougué publicou recentemente a lista das obras que servirão de base para os estudos da Escola Tomista, que podem ser conferidas neste link.

Professor Carlos Nougué: fundador da Escola Tomista

Além disso, em nota publicada aos 08 de agosto, em seu perfil pessoal do Facebook, Nougué confirmou, como já estava previsto, que o início das aulas será em 17/08/2017, próxima quinta-feira, mesmo dia em que serão abertas as inscrições. Conforme anteriormente anunciado, as aulas serão realizadas integralmente em ambiente virtual, o que permitirá ao aluno participante assistir a essas aulas em momento posterior, caso não possa, por algum imprevisto, acompanhá-las ao vivo.

A SSVM recomenda, novamente e de modo convicto, aos seus amigos e benfeitores, bem como a todos os seus leitores, que não deixem de aproveitar essa singular oportunidade, por acreditar firmemente que tal iniciativa pode constituir um verdadeiro divisor de águas em sua formação humana e intelectual.



MARIA SEMPRE!


SANTA FILOMENA, VIRGEM E MÁRTIR

Hoje, 10/08/2017, é o dia da festa litúrgica de Santa Filomena, virgem e mártir italiana que viveu no século III, em Roma. A Sociedade da Santíssima Virgem Maria - SSVM, que tem especial veneração por esta tão ilustre santa, a ponto de tê-la como padroeira de um de seus grupos de estudo*, publica abaixo pequeno excerto de uma obra biográfica:

“Num povoado perto de Nola [Itália], vivia uma mulher casada, muito devota de nossa Santa [Filomena]. Todos os anos costumava celebrar-lhe a festa na igreja, com grande solenidade. Em junho de 1830, caiu tão gravemente enferma que a julgaram morta, pois havia três dias que tinha perdido os sentidos. No entanto, faziam orações públicas por ela, e todos que a estimavam muito, por causa mesmo de sua devoção à Santa, queixavam-se amorosamente a esta, por assim desamparar sua devota. 

No fim do terceiro dia, a família, desconsolada, já preparava os funerais; quando, repentinamente, a enferma senta-se no leito e com voz firme começa a chamar seu marido, seus filhos e seus conhecidos, que não a tinham abandonado, e diz-lhes:
- Oh! Como é grande o poder de nossa Santa! Ajudai-me a agradecer-lhe. Bendita! Bendita seja mil vezes! Se não fosse ela, já estaria condenada....

Contou depois, com voz afogada pelos soluços, como sua alma tinha comparecido aos pés do Supremo Juiz, e como, pouco antes da sentença irrevogável, Santa Filomena advogou por ela, fazendo valer suas virtudes e obras; mas, como o Senhor parecesse inflexível, ela apresentou-lhe então todas as angústias e dores de seu martírio e morte, ao que o Soberano Juiz, olhando-a com bondade, disse-lhe: - Faze o que te apraz, Filomena! Restitui-lhe a vida, para que faça penitência e não pense mais senão em sua salvação.

Martírio de Santa Filomena

Foi profunda a impressão que produziu a narração, feita por essa mulher; muitos foram vê-la e ouvi-la e não se cansavam de repetir, entre soluços:
- Ah! Se esta mulher era considerada como sendo tão boa, e no entanto ia ser condenada, que será de nós, se não nos emendarmos?

Muitos mudaram de vida, reformaram seus costumes; a devoção à nossa Santa aumentou admiravelmente e o povo, temeroso e agradecido, resolveu levantar-lhe uma estátua, em memória de tão extraordinário caso."

(Vida de Santa Filomena, Virgem e Mártir: Cognominada A Taumaturga do Século XIX. - Por D. Francisco de Paula e Silva, 1925 - com adaptações).

Nota: * O Grupo de Estudos Santa Filomena - GESF, voltado à formação de moças católicas, realiza apostolado virtual e também por meio de encontros presenciais nos fins de semana, na cidade de Montes Claros - MG.

Grupo GESF no Facebook: https://www.facebook.com/groups/1405344763055162/

Sancta Filomena, Ora pro nobis!


MARIA SEMPRE!

domingo, 16 de julho de 2017

PROFESSOR CARLOS NOUGUÉ CRIA A ESCOLA TOMISTA

Por Edição do Blog

A Sociedade da Santíssima Virgem Maria - SSVM tem a honra e, igualmente, a alegria de divulgar a criação da Escola Tomista, idealizada e implementada pelo ilustre e renomado Professor Carlos Nougué.

Professor Carlos Nougué

Trata-se de uma universidade tomista online, concebida com o intuito de formar uma elite de pensadores com vasta formação intelectual e humana, com sólido fundamento na filosofia aristotélico-tomista. Nas palavras do próprio fundador, "só depois de formada tal elite é que será possível formar adequadamente adolescentes e jovens em escolas e em universidades efetivamente católicas ou numa educação doméstica de fato profícua."

Com início previsto para meados do próximo mês de agosto, as aulas serão realizadas ao vivo, sempre às quintas-feiras, ficando, depois disso, disponíveis na rede para serem assistidas a qualquer momento pelos alunos. Visando alcançar o maior número possível de pessoas, a Escola Tomista terá um custo mensal bastante acessível, no valor de R$ 47,00, e que poderá ser ainda menor, conforme se opte pelo pagamento trimestral, semestral ou anual.

Por envolver uma primorosa e extensa gama de conhecimentos, nas mais diversas áreas do saber e das artes, a Escola Tomista terá verdadeiramente um status de universidade, com previsão de duração de cinco anos, e será dividida em dois cursos: o Curso 1 será voltado para temas ligados a Filosofia, Gramática, Lógica, Ética, Economia, Direito, História, Matemática, Física Geral (Cosmologia, Química, Biologia, Psicologia) e Metafísica; o Curso 2 terá como enfoque a Sagrada Teologia, ou ciência de Deus enquanto Deus - a única das ciências que é simultaneamente especulativa e prática e cujos princípios não se alcançam somente pelas luzes da razão. Este curso fundar-se-á inteiramente na Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino, incluído seu Suplemento.

Diante de tão extraordinária iniciativa, a SSVM recomenda a todos os seus leitores, amigos e benfeitores que sejam coparticipantes dessa alvorada de luminosidade intelectual e espiritual no Brasil, sobretudo nesses tempos em que, infelizmente, não se vislumbram bons horizontes no sistema de educação nacional.

Para conhecer a ementa completa dos cursos que serão ministrados e para obter outras informações sobre a Escola Tomista, acesse os links abaixo:



Santo Tomás de Aquino, Patrono dos estudantes



MARIA SEMPRE!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

O RESPEITO DEVIDO AOS SACERDOTES –------ SANTA CATARINA DE SENA -------

"Quem vos obriga a respeitá-los é o ministério do sangue de Jesus Cristo"
"Filha querida, ao manifestar-te a grande virtude daqueles pastores, quero colocar em evidência a dignidade dos meus ministros. Pelo pecado de Adão, as portas da eternidade fecharam-se, mas o meu Filho abriu-as com a chave do seu sangue. Ao sofrer a paixão e morte, ele destruiu vossa morte e vos lavou no sangue. Sim, foram seu sangue e sua morte que, em virtude da união da natureza divina com a humana, deram acesso ao céu. E a quem deixou Cristo tal chave? Ao apóstolo Pedro e a seus sucessores, os que vieram e que virão depois dele até o dia do juízo final. Todos possuem a mesma autoridade de Pedro; nenhum pecado a diminui, do mesmo modo que não destrói a santidade do sangue de Cristo e dos Sacramentos. Já disse que o sol eucarístico não tem manchas e que o mal cometido por quem o administra ou recebe não apaga sua luz. Não, o pecado não danifica os sacramentos da santa Igreja, não lhes diminui a força; prejudica a graça e aumenta a culpa somente em quem os ministra ou recebe indignamente.

Na terra, quem possui a chave do sangue é o Cristo-na-terra. Certa vez eu te manifestei essa verdade numa visão, para indicar o grande respeito que os leigos devem ter pelos ministros, bons ou maus que eles sejam, e quanto me desagrada que alguém os ofenda. Pus diante de ti a jerarquia da Igreja sob a figura de uma dispensa contendo o sangue de meu Filho. No sangue estava a virtude de todos os sacramentos e a vida dos fiéis. À porta daquela despensa, vias o Cristo-na-terra, encarregado de distribuir o sangue e fazer-se ajudar por outros no serviço de toda a santa Igreja. Quem ele escolhia e ungia, logo se tornava ministro. Dele procedia toda a ordem clerical; ele dava a cada um sua função no ministério do glorioso sangue. E como dispunha dos seus auxiliares, possuía a força de corrigi-los nos seus defeitos.

De fato, é assim que eu quero que aconteça. Pela dignidade e autoridade confiada a meus ministros, retirei-os de qualquer sujeição aos poderes civis. A lei civil não tem poder legal para puni-los; somente o possui aquele que foi posto como senhor e ministro da lei divina.

Os ministros são ungidos meus. A respeito deles diz a Escritura: “Não toqueis nos meus cristos” (Sl 105, 15). Quem os punir cairá na maior infelicidade. Se me perguntares por que a culpa dos perseguidores da santa Igreja é a maior de todas e, ainda, por que não se deve ter menor respeito pelos meus ministros por causa de seus defeitos, respondo-te: porque, em virtude do sangue por eles ministrado, toda reverência feita a eles, na realidade não atinge a eles, mas a mim. Não fosse assim, poderíeis ter para com eles o mesmo comportamento de praxe para com os demais homens. Quem vos obriga a respeitá-los é o ministério do sangue. Quando desejais receber os sacramentos, procurais meus ministros; não por eles mesmos, mas pelo poder que lhes dei. Se recusais fazê-lo, em caso de possibilidade, estais em perigo de condenação. A reverência é dada a mim e a meu Filho encarnado, que somos uma só coisa pela união da natureza divina com a humana. Mas também o desrespeito. Afirmo-te que devem ser respeitados pela autoridade que lhes dei, e por isso mesmo não podem ser ofendidos. Quem os ofende, a mim ofende. Disto a proibição: “Não quero que mãos humanas toquem nos meus cristos”!

O valor do sacerdócio provém do
 próprio Nosso Senhor Jesus Cristo
Nem poderá alguém escusar-se, dizendo: “Eu não ofendo a santa Igreja, nem me revolto contra ela; apenas sou contra os defeitos dos maus pastores”! Tal pessoa mente sobre a própria cabeça. O egoísmo a cegou e não vê. Aliás, vê; mas finge não enxergar, para abafar a voz da consciência. Ela compreende muito bem que está perseguindo o sangue do meu Filho e não os pastores. Nestas coisas, injúria ou ato de reverência dirigem-se a mim. Qualquer injúria: caçoadas, traições, afrontas. Já disse e repito: não quero que meus cristos sejam ofendidos. Somente eu devo puni-los, não outros. No entanto, homens ímpios continuam a revelar a irreverência que têm pelo sangue de Cristo, o pouco apreço que possuem pelo amado tesouro que deixei para a vida e santificação de suas almas. Não poderíeis ter recebido maior presente que o todo-Deus e todo-Homem como alimento. Cada vez que o conceito relativo aos meus ministros não coloca em mim sua principal justificativa, torna-se inconsistente e a pessoa neles vê somente muitos defeitos e pecados. De tais defeitos falarei em outro lugar. Mas quando o respeito se fundamenta em mim, jamais desaparece, mesmo diante de defeitos nos ministros; como disse, a grandeza da eucaristia não é diminuída por causa dos pecados. A veneração pelos sacerdotes não pode cessar; se tal coisa acontecer, sinto-me ofendido.



Santa Catarina de Sena, “O Diálogo” Cap. 28. Paulus, 9ª edição, SP, 2005 p. 237-240













MARIA SEMPRE!